Quem sou eu

Postado em 26/12/2009 / Por Marcus Vinicius

Cansei de ver aquele "About me" completamente tosco no alto do blog e resolvi tomar vergonha na cara e escrever sobre o que vocês que me lêem podem ter vontade de saber. Bom, se não têm, azar, porque vou contar mesmo assim.

Primeiro de tudo, esse sou eu:

Nasci no Rio de Janeiro, num hospital chamado Sírio e Libanês, num quente dezembro da década de 70. O ano especificamente não contarei pra vocês nem sob tortura, tendo certeza que me agradecerei por isto depois que passar dos 50.

Passei toda a minha infância e adolescência morando no bairro carioca de Jacarepaguá (ou seja,já morei onde Judas esqueceu as meias, porque as botas ele deixou na Barra), onde estudei num colégio que, diferente dos atuais, não se limitou me "adestrar" para provas de múltipla escolha.

Tive aulas de artes plásticas, música, folclore, programa de saúde, modalidades olímpicas (curiosamente não virei cabeleireiro, estilista ou bailarino) e considerei durante muito tempo a minha escola como uma segunda casa (sabe como é, só lá tinha menininhas de saia curta pra ficar de olho a tarde toda).

Como o colégio só tinha turmas regulares até a 8ª Série, quando fui para o 1º ano do antigo Segundo Grau (sei lá como se chama isso hoje) me transferi para o Colégio Anglo Americano, na Barra da Tijuca, onde tive a primeira experiência em uma turma com mais de 50 alunos (no meu antigo colégio elas tinham, no máximo, 12) e dentre estes uns 47 playboys, que com o tempo viraram bons colegas.

Pulei de galho em galho no Segundo Grau (e também perdi a virgindade, com uma moça que fique bem claro) até resolver cursar Odontologia na faculdade. Mudei para Nova Friburgo, cidade onde morei durante todo o curso e me formei em Dezembro de 19...acharam que ía contar, é?

Exerci a profissão durante 4 anos e brincava que "tudo aquilo que eu devia, eu devia à Odontologia", até que enchi o saco de dentes, baba, gente reclamando o dia inteiro e céus vermelhos (os da boca), bafo de onça, etc e resolvi mudar o rumo da minha vida.

Fui trabalhar numa convertedora de carros para Gás Natural, depois fui vendedor de auto-peças (e humilhado sendo chamado de "mecânico" pelos desafetos em cada discussão, ao que respondia mandando-os enfiar uma chave de fenda no rabo, como a boa educação de um "mecânico" manda), até que geneticamente caí na agência de publicidade que trabalho hoje. Geneticamente porque tenho avô e mãe publicitários, apesar de que algum tempo depois minha mãe desvirtuou, uniu-se ao lado negro da força e formou-se em Direito.

Nesse tempo todo que contei aí em cima também pude fazer o que mais gosto na vida: viajar.

Fui duas vezes aos EUA (e aprendi que bom mesmo é capitalismo, de preferência o mais selvagem possível), conheci a Amazônia (e as amazonenses) e o Pantanal, fui para o paraíso de Fernando de Noronha, conheci João Pessoa e Natal, estive na minha querida, amada Argentina (a Meca das mulheres bonitas e da comida barata, sem trocadilhos) e não fui à Europa, coisa que ainda quero fazer (Conheci Portugal em Dezembro de 2011, o que só me deu mais vontade ainda de voltar ao Velho Continente) assim com uma viagem para Machu Pichu (essa viagem ainda estou me devendo).

Sou uma pessoa de gostos antagônicos. Quer ver? Adoro praia mas odeio calor. Gosto de frio mas chuva demais me irrita. Sou carioca mas torço pro Palmeiras. Detesto cheiro de cigarro mas curto cigarrilhas de chocolate e narguilé. Coleciono cachimbos mas mal os fumo. Adoro ter carro, o que para mim é uma necessidade, mas não gosto de dirigir por muito tempo. Sou carioca (de novo essa) mas tenho uma paixão avassaladora por São Paulo. Não gosto de tomar cafezinho mas sou tarado pela Starbucks. Adoro rock mas barulho me incomoda.

A única coisa que sempre preferi sob qualquer aspecto é mulher. Sempre preferi ter amigas mulheres, porque se não rolassem uns amassos com elas durante alguma crise de TPM com certeza elas me apresentavam suas amigas, o que é bem melhor do que estar cercado de valetes falando sobre futebol e dando arrotos na cara um do outro.

Tenho bronquite alérgica, sequela de uma colquelche que quase me matou aos 2 anos (azar de quem não gosta de mim) mas não sou maníaco por remédios, na verdade tenho pavor de ir a médicos.

Adoro chocolate e sorvete, gosto de comer no Mc Donald's e de refrigerantes (salada não leva a nada, quem gosta de capim é jegue), apesar de tentar me controlar senão o embarangamento me pega (e consequentemente eu não pego ninguém). Também sou tarado por tatuagens (tanto por fazer em mim quanto por pessoas tatuadas) e meu animal predileto é o gato.

Não tenho um tipo preferido de mulher, porque acho que todas elas trazem em si uma beleza particular (e isso não é conversa mole de quem quer comer todo mundo, eu acho isso mesmo, por mais que soe piegas...OK, esse papinho também ajuda bastante a conquistar as mulheres).

Sou um bom amigo, desses que se doam (com limites, afinal, se o mundo é gay, o meu c* é one way) e fazem tudo e talvez por isso seja tão exigente, a ponto de me sobrarem poucas (e boas) amizades ao final de tudo. Resumindo: não sou mulher de malandro e nem namorada do Dado Dolabella, então se você for f.d.p. comigo, saiba que terei prazer em ser f.d.p. três vezes mais com você.

A vingança é um prato que se come frio, mas é melhor ainda se esse prato for quebrado na testa do seu inimigo.

Gosto de escrever, bastante, mas confesso que se soubesse pintar ou fazer músicas talvez não escrevesse tanto. Também adoraria ser amante de aluguel, mas acho que minha namorada não ia gostar muito disso.

E sim, a grama do vizinho é sempre mais verde.

Detesto calor, funk, pagode, axé e atententes de telemarketing. Não aprecio nem um pouco sensos comuns e filosofia de novela. A tal "sabedoria popular" tem para mim o mesmo valor de uma nota de 3 reais.

Não curto coisas "de povão" (até mesmo porque quem gosta de pobreza é ONG) e não consigo fingir que sou simplório, mas gosto de gente, tanto que tenho o estranho hábito de puxar papo com as pessoas na rua (dizem que quando eu ficar velho conhecerei o bairro inteiro, o que é melhor do que distribuir balinhas em porta de colégio).

Hoje moro sozinho, acompanhado de trocentos livros, CDs, meu computador e todos os gadgets que meu dinheiro conseguiu comprar. Gosto de camisetas espirituosas e detesto usar calça comprida.

Se pudesse instalava um ar-condicionado central no mundo.

Adoro comidas diferentes e triviais e se for falar de todas fico aqui até amanhã. Me acompanhe no Twitter que pouco a pouco você vai saber de tudo. Só nunca me convide para comer camarão (sou alérgico) e nem bife de fígado (que detesto) e nem açaí (porque sou capaz de te mandar ir tomar no...você entendeu).

Tenho o sonho de ser pai, um bom pai, um pai que faça a diferença na vida dos meus filhos.

Comecei a escrever esse blog depois de ver que tem muita gente incompetente por aí espalhando porcarias pela internet e, principalmente, porque adoro interagir com quem me lê. Gosto das reações, das respostas, gosto de provocar e receber em troca essa sinergia diária (e de com um clique deletar comentários de metidos a esperto). Isso pra mim é mais do que terapia, é puro prazer.

Enfim, esse sou eu. Uma pessoa que não é rasa mas que também não tem a menor pretensão de ser um desses "densos" chatos e complicados. Quer me conquistar? Me chama de bonito!

Espero que esse "about" tenha ficado mais decente. Com o tempo vou ampliá-lo (que horror!), editá-lo, modificá-lo. Esse post estará em eterna construção.

(Update em 2011: depois de "velho" resolvi voltar pros bancos escolares e agora estou cursando Ciência Política na Unirio. Viram? O post está mesmo em eterna construção).

Um abraço!
 
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